Por que eu me acho um problema? Um olhar psicológico sobre a autopercepção negativa.
- Psicóloga Laís Almeida

- 4 de jun. de 2025
- 1 min de leitura

Sentir-se como um problema é uma experiência subjetiva dolorosa, frequentemente associada a uma autopercepção distorcida e enraizada em experiências de invalidação emocional, rejeição ou críticas recorrentes. Essa sensação pode emergir desde a infância, quando a criança, ao perceber que suas emoções ou comportamentos não são acolhidos, começa a internalizar a ideia de que ela mesma é errada, e não apenas suas ações.
Na psicologia, compreende-se que a identidade é construída em grande parte pelas relações interpessoais. Quando alguém cresce em ambientes em que se sente constantemente inadequado, invisível ou responsável pelo sofrimento alheio, pode desenvolver uma crença central negativa: "eu sou um problema". Essa crença molda o modo como a pessoa se vê no mundo, levando-a a sentimentos de culpa excessiva, vergonha persistente e baixa autoestima.
Essa visão de si tende a ser reforçada por pensamentos automáticos negativos e por padrões de comportamento que mantêm esse ciclo. A pessoa pode, por exemplo, evitar se expressar ou buscar apoio, por medo de incomodar ou ser rejeitada, o que, por sua vez, reforça a solidão e a sensação de inadequação.
Do ponto de vista terapêutico, é essencial ajudar o indivíduo a diferenciar seu valor pessoal de seus erros, emoções ou necessidades. A psicoterapia oferece um espaço seguro para reconstruir a autoestima, questionar essas crenças disfuncionais e promover o autoconhecimento.
Sentir-se um problema não significa ser um problema. É uma dor que pode ser compreendida, acolhida e transformada. Reconhecer isso é o primeiro passo para resgatar uma visão mais compassiva e verdadeira de si.
Seja bem-vindo à psicoterapia e continue nos acompanhando.
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